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Oito
futuros jornalistas, sete mulheres e um homem, se reunem no bar depois da
faculdade, o que mais poderia acontecer?
Claudia
Royo .:arquivos:.
.:Companheiros de copo:. .:sites:.
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Sexta-feira, Novembro 24, 2006
Quase um mês após as eleições e parece que aquela indignação do povo brasileiro em relação a nossa política simplesmente desapareceu e todos se conformaram com a situação que enfrentamos ultimamente. Mesmo com toda nossa história, me parece ser tão fácil abaixar a cabeça e se deixar levar ou fingir não ser nada demais tudo isso que acontece e que nos é mostrado todos os dias no Brasil.
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É difícil entender como uma democracia tão nova pode ter se enterrado em tantos problemas como se fez aqui. Aliás, democracia? Que tipo de democracia é essa? Ao meu ver, vivemos numa ?pseudodemocracia?. Nenhum país realmente democrático compra votos e mexe tanto com a cabeça das pessoas tentando inverter totalmente nossa ideologia. Nenhum dos nossos partidos segue o que propõem. Partido Trabalhista, Social Democrata, Socialista... são todos iguais. Deveriam apenas se chamar ?Partido Brasileiro?!, pois são totalmente distorcidos. Mas também não devo apenas me reter a culpar apenas aqueles que estão no poder. E nós? Nós os designamos o poder. Nós, cidadãos brasileiros, não fazemos nada para sair da lama em que nos encontramos. Teoricamente temos o poder para isso, podemos fazer a diferença e lutar por nossos ?direitos?. Até que quando realmente queremos, conseguimos fazer algumas mudanças. Será que estamos bem assim? Ou será que esperamos que alguém tome as rédeas da situação e mude tudo? Ou então, será que estamos tão desiludidos e achamos que nada mais vale a pena? Na minha opinião, para o Brasil mudar e as coisas darem certo, só começando de novo. Mariana Martins - impossibilitada de logar!! Postado Por: Fernanda Correia às 10:30 AM
Sexta-feira, Outubro 27, 2006
![]() Em meio as inúmeras notícias sobre falcatruas, dossiês, sanguessugas, mensalão e mensalinhos, no último dia 5, uma notícia chamou a minha atenção: em primeiro turno foi aprovada a proposta do deputado Luiz Antonio Fleury Filho (PTB-SP), em que o voto aberto será obrigatório na câmara dos deputados em todas as votações do Parlamento, inclusive para a eleição dos membros da Mesa Diretora tanto da Câmara quanto do Senado. A proposta tomou força com a criação da Frente Parlamentar pelo Fim do Voto Secreto, composta por mais de 200 deputados federais. Porém, para entrar em vigor, a medida terá que passar pelo segundo turno no próprio plenário da Câmara, ser aprovada no Senado e, promulgada pelo Congresso Nacional. Mesmo que muitas medidas polêmicas, como a criação de impostos, sejam votadas em painel aberto, é impossível pensarmos que a eleição para Presidente da Câmara seja secreta, já que esse cargo já foi ocupado por pessoas despreparadas e que só visavam o interesse do governo. Este é um importante passo para que a ética comece a se fazer presente na câmara dos deputados, já que os eleitores poderão verificar de perto se os seus representantes legítimos estão seguindo a risca as propostas de campanha e se estão agindo pelo benefício próprio ou pelo bem geral. O voto secreto é um direito do cidadão e não uma prerrogativa de maus parlamentares que não possuem coragem para admitir suas ideologias. Se essa medida for aprovada, deve-se haver um incentivo por parte dos meios de comunicação, para que a população saiba sobre seus novos direitos e deveres e para que essa medida não seja posta em prática em vão, por que se ninguém cobrar nada mudará no nosso cenário político. Notícias como essa ainda me dão a esperança de que alguns ainda pensem em ética e moral nesse país. Porém, como o tempo é curto nos meios de comunicação essas notícias não se disseminam com tanta velocidade como as fraudes e corrupções, já que para muitos, falar mal da vida alheia é muito mais ?fácil? e ?prazeroso?. Isso deixa a sensação de que tudo anda podre no reino da Dinamarca. Postado Por: Sílvia Simões às 6:39 PM
Sábado, Setembro 30, 2006
Outro dia eu tava passando pela portaria do meu prédio e uma das faxineiras perguntou: -Titi, em quem você vai votar??. Eu respondi: -Cristovam Buarque. Ela olhou pra mim como se não tivesse idéia de quem eu estava falando. E não tinha mesmo. Antes que eu começasse o meu discurso de que como ela não sabia de quem eu estava falando, lembrei que eu cometi a mesma falha meses antes conversando com amigos de Brasília. E isso me levou a pensar uma porção de coisas.
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Acho que estamos tão acostumados a ver as mesmas pessoas no poder que achamos perda de tempo escutar os menores. Claro que não posso generalizar e nem estou aqui para defender o meu candidato. Mas, será que todo mundo realmente acredita em quem está votando? Será que nós buscamos nos informar sobre quem são os candidatos, o que eles fizeram, quais as propostas? Ou será que nos conformamos em defender a mesmice? Eu defendia a mesmice, até parar para ouvir outras opiniões. Precisei conhecer outros mundos para entender o que eu queria de fato para o meu país. E me permiti conhecer novos candidatos e ouvi-los melhor. Domingo sei que farei a minha parte. Para defender o que eu acredito ser o melhor para todos. Mas voltando na faxineira do prédio. Como dizer pra ela tudo isso? Eu perguntei se ela assistia o horário eleitoral. Ela me respondeu o que a maioria dos brasileiros responderia: -Tenho tempo pra isso não, fia. Além do mais não quero perder tempo vendo esse bando de ladrões. Eu tenho que chegar em casa, lavar roupa, fazer a janta, limpar a casa. Depois eu quero ver minha novela e dormir. Não posso culpá-la por isso. Como não posso culpar grande parte dos brasileiros que trocam votos por um 1kilo de arroz, ou por uma dentadura. O que eu posso é amanhã votar consciente, para que ela e todos outros tenham oportunidade daqui pra frente de comprar seu próprio arroz. De entender o que os políticos dizem. De cobrar a saúde pública que lhes é de direito. E que tenham a educação que merecem para mudar o rumo desse país. Amanhã eu vou fazer a minha parte, e você? Postado Por: Eliná Enrique às 9:07 PM
Terça-feira, Setembro 19, 2006
De acordo com o site Folha Online, de 19/09, o presidente Luis Inácio Lula da Silva disse que iria "para o pau" contra a oposição se ela insistir em vinculá-lo diretamente à tentativa de compra de um dossiê contra o candidato do PSDB, José Serra.
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Lula culpou, mais ou menos, o Partido dos Trabalhadores (PT) pelo episódio, que irá atrapalhar a sua tentativa de reeleição. A existência do referido dossiê contra José Serra, traz a tona novamente a questão do eterno jogo sujo da política nacional que insiste em florescer a cada ano eleitoral... É notória a falta de todos (ou quase todos) os candidatos com as necessidades urgentes da população. As eleições têm girado em torno de uma busca incessante de denúncias, erros e falhas dos candidatos que possam tirá-los da disputa eleitoral. Em meio a todo esse circo, em que o povo tem feito papel de palhaço, as interpretações dos candidatos continuam e o que deveria ser realmente discutido, as propostas de governo, são esquecidas e deixadas de lado. Postado Por: Polliana Sanches às 11:21 AM
Sexta-feira, Setembro 15, 2006
Confesso que estou enrolando para escrever alguma coisa desde a criação disso aqui. Vi vários blogs que a "galera" já postou várias vezes e tal, e confesso que até fiquei com vergonha, mas enfim, escrever sobre política não é meu forte nem em gosto muito menos em habilidade.
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Comecei, então, a pensar no que poderia se tornar um bom (sub)tema. Realmente me refiro a bom no sentido atrativo, não só para o leitor, mas também, e, principalmente, para mim, a ponto de fazer com que eu mesmo sentisse prazer em estar escrevendo sobre tal assunto. Mas nada me veio em mente. Desculpem se eu não sei escrever sobre um tema que talvez todo jornalista deveria estar apto para escrever, mas infelizmente, a política desse país, me enoja a tal ponto que, sinceramente, não consigo me interessar pelo lado teórico das coisas. Para mim, o que importa, é o que o cara que está no poder vai fazer pela minha segurança, o que ele vai fazer para que eu possa sair de casa tranqüila sem ter medo de levar um tiro na cabeça em qualquer esquina. O que me interessa saber é o que será feito para os ônibus serem dignos de todos que pagam impostos. O que me interessa saber é o que vai acontecer com aquelas crianças de rua nos dias mais frios - enquanto a maioria deles está em casa tomando chocolate quente e vendo filme embaixo da coberta. Me interessa saber se em vez de criar cotas em universidades - para àquelas pessoas que infelizmente só puderam estudar às custas do estado - o ensino público vai melhorar e deixar de ser a podridão que é, afinal, o próprio governo reconheceu isso com essas cotas: os alunos de escolas públicas não têm capacidade de concorrer com os demais. O que me interessa saber é se alguma coisa será feita por aquelas pessoas que passam dias em filas de hospital esperando por uma consulta médica, muitas vezes idosos e portadores de deficiências; ou aquelas mães também nas filas por dias e dias para conseguir uma vaga na escola da criança. Agora pouco me importa as decisões de partido, quanto o dólar aumentou, quem está contra quem, aliado a quem, ou sei lá mais o que. Claro que são fatores importantes, mas acho que a vida humana deve vir em primeiro lugar, e não a preocupação em roubar o dinheiro que deveria ser investido em projetos sociais. Um país que pára por causa de uma CPI, e pouco tempo depois os caras estão todos na política de novo merece alguma credibilidade? Ah me desculpe... O Brasil tem muitas maravilhas, mas é só falar dessa politicagem que esse país me envergonha como jovem, como mulher, como universitária e como jornalista. Postado Por: Rhaissa Resk às 10:48 AM
Terça-feira, Setembro 12, 2006
É só começar o ano de eleição para aparecer aquelas propagandas dizendo " Voto Consciente", "O Brasil está em suas mãos". Uma chatice. Mas tenho que admitir, uma chatice totalmente necessária.
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Desde os primórdios brasileiros as coisas aqui acontecem de maneira contrária ao que deveria ser. Até a independência (comemorada na última quinta feira) do nosso país foi conquistada com um belo "acordo" de família. O mesmo acontece com a nossa democracia. De dois em dois anos ela obriga todos os brasileiros a se dirigirem as urnas para decidir os próximos governantes. Então já que não há saída, o mínimo que se pode fazer é prestar atenção e fazer a lição de casa direitinho. Sem apologias ou grandes discussões o importante é ter um bom motivo para eleger um político. Por mais que seja um assunto que não te interesse, por mais que o horário político pareça uma piada e que você pense que os políticos são todos iguais, ainda assim é preciso procurar o melhor candidato para dar o seu voto. Ao contrário do que muitos pensam, a pessoa que elegemos pode mudar e muito o rumo de nossas vidas. Então seja porque você acredita que vai mudar o mundo ou porque esse político melhorou o emprego do seu pai, tenha um motivo. Acredite nas propostas do seu candidato. Defenda-o e se necessário cobre-o depois. Tenha argumentos para defender o seu voto e questione o seu candidato. Rico ou pobre, estudado ou não, de esquerda ou de direita, não importa. O importante é saber, por mais clichê que pareça, que seu voto é importante sim para o futuro do Brasil. E pra aliviar o papo sério a próxima rodada é por minha conta. Desce mais uma amizade!! Postado Por: Eliná Enrique às 9:58 AM
Terça-feira, Setembro 05, 2006
![]() Hoje o Jornal Nacional apresentou mais uma pesquisa DATAFOLHA de intenção de voto para a presidência da República. Com uma diferença de 24 % Lula (51%) venceria no 1º turno Geraldo Alckimin, com 27%. Alckimin, que segue estagnado nas pesquisas, pode estar se transformando em um Cristiano Machado contemporâneo, fenômeno temido dentro da política. Para quem não conhece a história Cristiano Machado concorreu a presidência em 1950 junto com Getúlio Vargas. Porém, diante do favorecimento deste, Cristiano desistiu de sua candidatura e passou a apoiar seu maior adversário. Por isso, o abandono da candidatura após de lançada ficou conhecida como "cristianização". Essa estagnação do conhecido "Picolé de chuchu" pode ser explicada pela falta de liderança e de uma campanha mais agressiva e emocional. Lula, ao contrário, buscou o lado emocional através da disseminação de programas como o bolsa família, transformando-se em herói na região que será decisiva para o resultado das eleições em 1º turno: o Nordeste. Segundo a pesquisa do IBOPE o apoio a reeleição nessa região é de 69%, o que demonstra o medo de uma população marjoritariamente pobre de perder as ajudas finaceiras do governo federal. A campanha de Alckimin tenta se aproximar do Nordeste a cada dia, através, por exemplo, de visitas à região e a presença do cantor Dominguinhos no horário político. Porém, a campanha de Alckimin cometeu um grande erro: Atacou o Bolsa Família na região onde mais obteve aceitação. Aos trancos e barrancos a oposição tenta impedir a reeleição em 1º turno. Mas será que ir para o 2º turno irá adiantar em algo? Será que no 2º turno Alckimin consegue derrotar Lula através da incorporação do voto dos demais candidatos? O DATAFOLHA também divulgou uma simulação de 2º turno em que Lula venceria com 55% dos votos. Você acredita nessas pesquisas? Nunca participei de uma delas e vocês? Bom, o jogo só começa quando o juiz apita, por enquanto a gente só palpita. PS: crédito da charge: site HUMORTADELA Postado Por: Sílvia Simões às 11:39 PM |